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terça-feira, 26 de julho de 2011

Homenagem aos Avós!

26 de julho! Dia dos avós.
Essa data não foi escolhida aleatoriamente, mas sim porque é dia de Santa Ana e São Joaquim, pai de Maria e avós de Jesus Cristo.

Avós, alguns novos outros não, uns muito experientes na arte, outros não. Seres mágicos, pois se dividem em serem mães e pais duas vezes, na primeira divisão dedicam se a educar, criar com zelo e seriedade...

Na segunda parte enchem de mimos, brincadeiras e histórias que na seriedade da primeira parte em muitos casos não sobrava tempo para serem juntos com os filhos crianças por algum momento.

No limiar de vivenciar e celebrar junto com os frutos de seu fruto, ou seja, a continuidade das gerações a liberdade maior de apenas amar. Amor não dividido, mas multiplicado pelo amor de filho e neto. Amor incondicional.

A minha avó querida, a vó do Gabriel (minha mãe) e a todos os avós do mundo o meu CARINHO!

Que Deus abençoe a todos os avós!


A avó



A avó, que tem oitenta anos,
Está tão fraca e velhinha! . . .
Teve tantos desenganos!
Ficou branquinha, branquinha,
Com os desgostos humanos.



Hoje, na sua cadeira,
Repousa, pálida e fria,
Depois de tanta canseira:
E cochila todo o dia,
E cochila a noite inteira.



Às vezes, porém, o bando
Dos netos invade a sala . . .
Entram rindo e papagueando:
Este briga, aquele fala,
Aquele dança, pulando . . .
A velha acorda sorrindo,
E a alegria a transfigura;
Seu rosto fica mais lindo,
Vendo tanta travessura,
E tanto barulho ouvindo.



Chama os netos adorados,
Beija-os, e, tremulamente,
Passa os dedos engelhados,
Lentamente, lentamente,
Por seus cabelos, doirados.



Fica mais moça, e palpita,
E recupera a memória,
Quando um dos netinhos grita:
"Ó vovó! conte uma história!
Conte uma história bonita!"



Então, com frases pausadas,
Conta historias de quimeras,
Em que há palácios de fadas, 
E feiticeiras, e feras,
E princesas encantadas . . .



E os netinhos estremecem,
Os contos acompanhando,
E as travessuras esquecem,
— Até que, a fronte inclinando
Sobre o seu colo, adormecem . . .


Olavo Bilac (1865 -1918) jornalista, poeta, escritor brasileiro e membro fundador da Academia Brasileira de Letras.


Fonte: Portal da Família e Revista Agulha


Abraços...
Até breve...

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